quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

menina bonita





meus olhos vão com ela
meu pensamento é nela
e o coração ela ganhou.

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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Para não esquecer.



Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.

Remar.
Re-amar.
Amar.

C.F.A


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terça-feira, 25 de setembro de 2012

particular.


Particularmente hoje, me sinto estranha. Talvez eu me arrependa de escrever bobagens momentâneas aqui, mas parece que existem assuntos que não há com quem conversar e fica difícil lidar com os pensamentos rondando e perturbando com frases curtas e doloridas.

Penso que tudo é indolor até que repentinamente aconteça, atingindo de forma direta. Para os sensíveis (assim como eu) uma mensagem ríspida dói, uma atitude inconsequente dói, uma conversa rejeitada dói. Pode ser que eu esteja cansada demais com vida racional que não conseguiria suportar aflições do coração.

Hoje não dei conversa para minha mãe. Não escutei suas piadas e seu dia, até fingi que escutava para não magoá-la, mas não sou boa com disfarces quando preciso deles. Dei pra escutar Lana Del Rey e espero que não crie rejeição a ela por ser trilha sonora desta noite em particular.

Tem um nó na minha garganta e não sei se preciso chorar, ou discar um número no telefone. Talvez precise dormir, mas não gosto de cama vazia e provavelmente a melhor opção seja esperar passar. 
Que seja breve.




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terça-feira, 24 de julho de 2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Como anda por aqui.

Por diversas vezes passeei por este blog, relendo, relembrando, desde a ultima vez que o renovei com a ultima publicação. Também por diversas vezes me peguntei porque nunca mais tinha escrito nada, até esquecer o quanto descarregar algumas palavras por aqui já foi importante. Nunca por sensacionalismo, narcisismo, desabafo ou sei lá, sequer esperava que alguém tivesse o interesse em ler, gostar, se identificar. A questão é que por algum motivo, sabe-se  lá qual, era necessário. Era necessário me conhecer.
Hoje (por algum motivo, também sabe-se lá qual), durante um banho cansado depois de um dia intenso, essa necessidade reviveu, de forma repentina e insistente, que nem dormir poderia antes de escrever, seja qualquer coisa.

Fiquei pensando no tempo, que parece passar devagar demais e rápido demais ao mesmo tempo, assim, confundindo a gente. Nem parece que faz um pouco mais de um ano que deixei alguma coisa por aqui. E caramba! Nesse um ano e pouco, tanta coisa, tanta coisa, tanta coisa... Comprei um ventilador de teto, já tive 2 gatos, mudei de emprego duas vezes, a faculdade está terminando, completei 21 primaveras, trabalhadeira interminável, na velocidade da era da pressa, sem parar. Sentindo uma saudade dolorida do all-star no lugar do salto alto e dos 16 em vez dos 21. Saudade de não correr demais, de não ser mil e uma em um dia só. De não ter tantas responsabilidades, nem aulas a noite e calça social. Passei por crises, pensei que não iria conseguir pois era demais pra meus 1,54 de gente.

Depois de uma choradeira sem fim e com direito a desespero e tremedeira, joguei pela janela todo esse chove não molha e enxerguei: Está tudo bem. Assim, escrevendo parece fácil, em um piscar de olhos, mas, digo que encontrar um ponto de equilíbrio interior não é nada fácil. É diário.

Continuo sim, saudosa dos velhos tempos, porém não infeliz com o hoje, que astutamente se mostra novo e lindo todos os dias. Amor sendo cultivado com todo carinho, amizades tão importantes sendo resgatadas de um abandono, conversas de mãe para filha, brincadeiras de super irmãos, chuva, novas músicas, novas leituras, novas pessoas, novos caminhos, novas manhãs. Novo aprendizado, nova fase.

Aprender com a vida, comigo mesma, com as oportunidades, com o que vem pela frente.

Evoluir.

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quinta-feira, 24 de março de 2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

num aperto, uma saudade gigante.


E nas horas que paro um instante, assim, num instante quase infinito, que me vem um aperto de saudade, lembrando o quanto é bom ver-te por perto, e ter-te bem perto.

E pode perguntar, que é por conta dessa saudade que eu ando assim, meio cabisbaixa, meio sem cor, carregando um sorriso sem graça no rosto, que só se torna genuíno mesmo, quando penso em daqui alguns dias, o dia de você chegar.

Vem logo, viu? Que meu abraço é do tamanho dessa saudade, do tamanho desse infinito, que eu tenho pra te dar.










Foto: Milena Palladino


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